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Age Of Artemis: vencendo os limites da nova era


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Por Vitor Franceschini
Com apenas 3 anos de existência o Age Of Artemis aproveitou as vantagens dos dias atuais e logo de cara soltou um álbum, “Overcoming Limits” (2011), antes mesmo de se enveredar pelos trabalhos demos, muito comuns antes de uma gravação oficial. Quem pensa que a banda deu um passo maior que a perna se engana, já que o disco soa maduro e não deve nada para nenhuma banda veterana do estilo. Estilo, aliás, que pode não estar em voga na atualidade (Power Metal), mas que a banda tira de letra mostrando equilíbrio e bom gosto em suas composições. Conversamos com a banda, que é formada por Alírio Neto (vocal), Nathan Greco e Gustavo “T-Bone” Soto (guitarras), Giovanni Sena (baixo) e Pedro Senna (bateria), para falar sobre o disco e diversos assuntos que a envolve, confira!
Conte-nos um pouco sobre a história do Age Of Artemis.

Giovanni Sena: A formação inicial não tinha o Grego, Alirio e eu. Os fundadores são o Pedro e o T-Bone que tocavam com outra galera. O Grego se juntou a eles primeiro e então decidiram gravar o “Overcoming Limits”. Começaram a pré-produção e o tempo foi passando. Faltando mais ou menos uns dois meses para a gravação dos baixos, eu entrei e logo após o Alirio. Acredito que a nossa entrada foi uma ótima contribuição para o álbum, pois tivemos liberdade de colocarmos nossa música dentro do som da Age Of Artemis. Falando mais especificamente do meu papel, quando me juntei ao grupo a bateria já estava gravada, mas mesmo assim tive a total liberdade de criar meus arranjos de baixo com o direcionamento do Edu. A mesma coisa aconteceu com o Alirio quando ele foi a São Paulo gravar suas linhas.

Qual o significado por trás do nome Age Of Artemis?

Pedro Senna: O nome acabou sendo Age Of Artemis porque a banda antes de gravar o disco já tinha o nome de Artemis, e pouco tempo depois recebemos uma carta de um agente de uma cantora francesa alegando que não poderíamos usar e nem lançar nada com esse nome. Após alguns dias discutindo nomes e direções que devíamos tomar, liguei pros caras e sugeri esse nome, que não tiraria nossa identidade anterior. Seria uma solução rápida e ainda agregaria uma visão poética interessante que acaba de certa forma, sendo explícita no próprio nome, algo como a NOSSA era, a NOSSA vez de gritar e mostrar pro mundo que chegamos pra ficar!

Vocês não lançaram nenhum tipo de trabalho de demonstração antes de “Overcoming Limits”, por quê?

Giovanni Sena: Na verdade antes do álbum propriamente dito nós lançamos um “single” no nosso canal do “youtube” – artemisbrazil (http://www.youtube.com/watch?v=X64o_TThWp0). Foi escolhida uma das músicas do álbum que acabou sendo a Truth In Your Eyes e divulgamos na internet pra termos uma receptividade da galera. Ao mesmo tempo fizemos uma versão física do “single” e nela acrescentamos a música Mystery para enviarmos para os meios de comunicação voltados ao metal.
Pedro Senna: Antes mesmo desse “single” que o Giovanni mencionou a banda tinha outros integrantes. Era outro tipo de som, outra abordagem. Nessa época nós lançamos uma espécie de “demo”. Nessa época estávamos amadurecendo como banda, daí o trabalho que foi feito nessa época foi desconsiderado. O Age Of Artemis de hoje originou-se dessa Artemis que mencionei. Após quase que completa reformulação de integrantes, resolvemos fazer um disco pra chegar com um material e entrar no mercado com força total.

O álbum foi produzido por Edu Falaschi (vocal Angra e Almah). Como foi trabalhar com Edu e como chegaram até ele?

Giovanni Sena: Trabalhar com o Edu foi muito prazeroso e foi um momento de muita aprendizagem. O Edu é um cara muito talentoso e tem uma bagagem enorme com o Angra e Almah. Uma das mensagens que foi passada e que pegamos bem com ele foi ser objetivo. Essa lição a gente tirou também do Brendan Duffey e Adriano Daga lá do Norcal Estudios. Tanto o Edu quanto o Age Of Artemis têm a mesma assessória de impressa, daí foi fácil conseguir unir as forças.

Além da boa produção sonora, a capa de “Overcoming Limits” ficou muito interessante. Fale-nos sobre a produção dela.

Pedro Senna: A capa do disco foi assinada pelo renomado Gustavo Sazes e o título do disco está completamente ligado ao conceito da capa, que é bem interessante: a estátua gigante da deusa Artemis saindo das águas enevoadas e tocando os céus representando a total superação da criatividade humana. Está tudo ligado.

Como foi o processo de composição do álbum?

Nathan Grego: Antes de começar a produção com o Edu Falaschi (Angra, Almah) já tínhamos algumas ideias iniciais de algumas músicas. Então, quando iniciamos a pré-produção nós começamos a lapidar e definir a função de cada música dentro do contexto do álbum. Como todos nós moramos em Brasília, o Edu tinha que vir de São Paulo. Cada canção foi trabalhada individualmente. O Edu ajudou bastante a definir bem o caminho da banda. Mesmo depois da pré-produção concluída as músicas continuaram a sofrer modificações constantes. Finalmente em 2011 terminamos a gravação do disco e no final de 2011 lançamos o álbum.

Destacaria composições como Truth In Your Eyes e God, Kings And Fools como as principais composições de “Overcomig Limits”. Quais composições têm sido as preferidas do público e da crítica?

Alirio Netto: Acho que Truth In Your Eyes, One Last Cry e Take Me Home estão dentre as preferidas nos shows. Sempre temos uma resposta muito positiva em relação a essas musicas.

E vocês concordam com essa preferência, citariam algumas outras composições diferentes das citadas?

Alirio Netto: Acho que sim. As músicas citadas são músicas com melodias marcantes e creio que as pessoas se identificam bastante por conta disso.

Giovanni Sena: Outra música que tem uma boa receptividade por conta do público é You´ll See. Essa tem uma energia bem bacana.

Fale-nos sobre a temática das letras e o que pretendem passar com elas?

Alirio Netto: As letras falam muito do ser humano em geral. Nossas escolhas, erros e vontades. Gosto muito de escrever sobre assuntos como religião por exemplo. Mas não defendendo uma ou outra e sim chamando a atenção para fatos como a intolerância dos “religiosos”. É só você lembrar que as maiores guerras da humanidade aconteceram para defender crenças em deuses. O engraçado é que as pessoas não percebem que o que move o mundo são as perguntas e não as respostas dadas para trazer uma falsa sensação de conforto.

Vocês investem no Power Metal, ou seja, um estilo estagnado atualmente e quase impossível de ser reinventado. Mesmo assim fizeram um bom trabalho. Conte-nos as maiores dificuldades em se praticar este estilo atualmente?

Giovanni Sena: Bem, não acredito em rótulos dado ao rock. Tudo o que importa é a música, na sua pura e completa essência. Tudo que vem depois é o gosto pessoal. Imagina só, Johann Sebastian Bach, compositor nascido ainda no século XVII, hoje em dia é estudado e tocado. Bandas que tanto admiramos da década de 70 e hoje em dia existem tantas outras ótimas bandas que tem essa mesma “vibe”. O que quero dizer é que o que mais importa é aprendermos a ouvir a música e não ficar tentando defini-la. O álbum “Overcoming Limits” saiu desta forma porque na época era o que queríamos fazer. Talvez o próximo álbum seja totalmente diferente, pois seremos pessoas diferentes. A música caminha de acordo com as fases da vida. Posso afirmar que a maior dificuldade que encontramos é fazer música em um país onde não te dá maiores oportunidades, ou encontrar obstáculos que são postos pela as mesmas pessoas que gostam do gênero e ficam subdividindo o rock em termos menores diminuindo o publico cada vez mais. Ouça música, se essa música te agradar seja feliz!

Ainda falando sobre o gênero, muitos vocalistas do estilo se perdem em exageros no Power Metal. Vocês fazem o contrário e mantém um bom equilíbrio durante todo o disco. Fale-nos um pouco sobre isso.

Alirio Netto: Busquei fugir um pouco deste conceito de vocalista de Metal ter que gritar para justificar o estilo. Ouço muitas coisas de estilos diferentes o que me faz pensar mais no “feeling” do que no virtuosismo. Prefiro uma “blue note” bem dada a um grito qualquer.

Como está a agenda da banda e como tem sido as apresentações?

Alirio Netto: A gente deu uma girada boa. Tocamos no Nordeste, Sul e Centro- Oeste. Tivemos uma resposta maravilhosa em todos esses lugares. No momento estamos negociando alguns shows no Japão para julho desse ano.

Quais os planos da banda? Vocês podem nos adiantar algo sobre o segundo trabalho?

Giovanni Sena: Tem uma música do Mr. Big que resume bem os nossos planos. Going Where The Wind Blows (N.E.: do álbum “Hey Man” de 1996). Nós estaremos onde o vento nos levar. Pretendemos tocar em todos os lugares possíveis e imagináveis para divulgar bastante esse disco. Quanto ao próximo disco, podemos adiantar que já temos o esboço de algumas músicas e bem… como falei anteriormente, hoje já somos pessoas diferentes, amanhã nem se fala.

Muito obrigado, deixem uma mensagem.

AGE OF ARTEMIS: Gostaríamos de agradecer imensamente a oportunidade de colocar nossas ideias aqui nesse espaço tão legal e agradecer aos amigos que estão nos apoiando pra caramba. Toda a galera do “facebook”, “youtube”, “myspace” e toda a galera que votou na enquete da “whiplash”. Apesar de sermos uma banda nova, por conta da votação, e do trabalho que estamos fazendo, alcançamos um espaço que ficou bem próximo das bandas brasileiras que já são consagradas. Agradecer também toda a galera que comprou e continua comprando o disco original da banda. A primeira prensagem está próxima de se esgotar e isso nos deixa feliz e com gás para continuarmos de forma séria nosso trabalho.

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Fonte: Blog Arte Metal

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Postado em/Posted on outubro 29th, 2012 @ 18:46 | 1.786 views



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