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A Age of Artemis é uma banda formada em 2008 em Brasília e de lá pra cá vem apresentando um excelente trabalho. Tiveram seu primeiro disco “Overcoming Limits” produzido por ninguém menos que Edu Falaschi (Almah, ex-Angra) e até tocaram no Rock in Rio em 2015. Esse ano a banda se prepara pra lançar seu terceiro disco, “Monomyth” e eu entrevistei o baixista Giovanni Sena. Confira o bate-papo a seguir.

*E aí Giovanni. Valeu por aceitar dar essa entrevista. Então, a sua banda Age of Artemis tá pra lançar seu terceiro disco intitulado “Monomyth”. O que você tem a dizer sobre o processo de composição desse disco?*

Após o lançamento do The Waking Hour (2014), a banda se ocupou em divulgar o álbum. Só em 2015 para 2016, eu comecei a compor algumas ideias para um proximo disco. Fizemos umas demos, ainda com o Alírio, e logo que ele decidiu deixar a banda, eu fiquei feito louco gravando em casa o máximo de ideias. Tive uma reação contrária quando um membro deixa a banda. Produzi ainda mais. Quando o Pedro entrou na banda no final de 2017, ele trouxe a ideia de fazermos um disco conceitual. Essa ideia é o conceito do “Monomyth”. Com essa ideia trabalhei duas músicas com o Jeff. Uma delas virou o nosso primeiro “single” – Unknown Strength. Nessa o Pedro escreveu a letra. Em 2017 mesmo decidimos lançar. Esse foi o “start” para as outras musicas tomarem forma. Como ja tínhamos o conceito do álbum, aquelas ideias que eu tinha se tornaram musicas prontas rapidamente. As letras foram divididas entre Riccardo, Pedro e eu. E o resultado, a galera do Brasil vai conhecer no dia 02 de Abril que é o dia do lançamento.

*A banda foi formada em 2008 mas passou por mudanças na formação nos últimos 5 anos. Essas mudanças de certa forma atrasaram o processo de composição do “Monomyth”?*

Sim, com certeza. Mudança sempre faz com que seu ritmo mude. O Alirio passou muito tempo decidindo se ia sair mesmo, já que acredito não ser uma decisão fácil, e com isso muda a forma como o nosso mundo gira. Mas acho que tudo tem uma razão pra ser e estar.

*O antigo vocalista Alírio Netto deu lugar ao Pedro Campos, que também canta no Hangar e no Soulspell. Como surgiu esse convite pra entrada dele na banda?*

Quando o Alirio saiu, tive que pensar em alguém que pudesse pegar o barco andando. Já que tínhamos dois álbuns lançados – Overcoming Limits (2011) e o The Waking Hour (2014). Precisávamos de alguém com experiencia. Lembrei do Pedro e liguei pra ele. Fiz o convite e ele topou na hora.

*O último disco lançado pela banda foi o “The Waking Hour” em 2014. De lá pra cá já se passaram quase 5 anos. Por que houve esse intervalo tão grande entre ele e o novo disco?*

O intervalo se deu por conta das mudanças no “line up”. Acho que foi um tempo natural. Precisava acertar detalhes da casa.

*Como você vê a evolução sonora do “Monomyth” em relação aos discos anteriores e o que os fãs podem esperar?*

Posso afirmar que o Monomyth é o que melhor representa o que a Age of Artemis tem feito durante os anos. Acredito que encontramos a nossa identidade. Esse disco tem muita energia e muita dedicação por parte de nós. Lançamos dois singles – Unknown Strength e The Calling e a receptividade não poderia ter sido melhor tanto por parte dos fãs e imprensa nacional e estrangeira.

*Como músico e compositor quais foram suas principais influências e por que optou por ser baixista?*

A realidade é que quando eu tinha por volta de 16 anos uma banda da minha rua estava precisando de baixista. E foi assim que me tornei o baixista da banda. Minha influência na época era o antigo baixista dessa banda, o André Rodger. Ele ainda é um grande amigo e um grande músico, guitarrista de mão cheia. Daí com o tempo fui me tornando mais baixista e mais músico. Conhecendo outras sonoridades e assim, continuo me tornando um baixista e músico melhor.

*Se tivesse que escolher um único disco pra ouvir pro resto da vida qual seria?*

Difícil… muito difícil. Nesse momento escolheria o “Sgt. Peppers” dos Beatles. Se você me perguntar amanhã com certeza será outro disco.

*Ter uma banda de metal aqui no Brasil é um desafio e tanto já que o gênero não recebe o destaque da grande mídia. Fora isso o público é desunido e mal comparece aos shows. O que você tem a dizer sobre isso e quais estratégias a banda usa para se manter na ativa em um cenário assim?*

Olha, pra ser bem sincero a gente tem que encontrar a felicidade em nós mesmos. A música que a gente faz serve para preencher a nossa vontade de transformar ideias melodicas em música. Se o público compartilha dessa opinião, ficamos muito felizes. Se o público não curte, tá tudo certo também, pois cada um é cada um. O importante mesmo é ser feliz. Agora para se manter é por meio de vendas de merchandising e shows. E claro, se reinventar como por exemplo uma campanha que iremos fazer. Não posso falar os detalhes agora, mas já imaginou o fã da Artemis ganhar uma grana extra sendo colaborador da banda?

*Após o lançamento do disco vocês sairão em turnê? Já tem datas agendadas?*

Estamos nos programando para uma tour sim. Mas as coisas acontecem com ajuda dos fãs. Vamos ver o que acontece.

*Mais uma vez obrigado por responder a entrevista. Deixe um recado pra quem acompanha a banda e para os leitores do site…*

Foi um prazer trocar essa ideia e gostaria de avisar aos “desavisados” que estamos de disco novo. O disco pode ser encontrado nowww.ageofartemis.loja2.com.br. Esse álbum tá muito bacana. Vai ser lançado no Japão pela King Records no dia 27 de Março e no Brasil no dia 02 de Abril. Agradecer a você e a todos que acompanham a banda. Nosso site - www.ageofartemis.com.br, nossa fanpage -www.facebook.com/ageofartemis, nosso instagram -www.instagram.com/ageofartemisoficial e nosso canal do Youtube -www.youtube.com/artemisbrazil.
Lá você encontra o nosso mais novo single – The Calling.
https://www.youtube.com/watch?v=KREkfo11G9w


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Entrevistas

Postado em/Posted on março 11th, 2019 @ 0:13 | 36 views





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Por Ben Ami Scopinho
Na ativa desde 2006, o Age Of Artemis conta com músicos bem conhecidos na região de Brasília e estreou com “Overcoming Limits”, que chegou ao mercado via MS Metal Records para provar que o Power Metal Melódico ainda tem muito a oferecer. O Whiplash.Net conversou com o baterista Pedro Senna, que contou um pouco da história da banda, sobre o próprio estilo e a cena musical do Brasil. Confiram aí:

Whiplash.Net: Olá pessoal. Ainda que com alguns músicos veteranos, o Age Of Artemis é uma nova banda que está agora estreando em disco. Que tal começarmos com um histórico desde sua fundação?

Pedro Senna: Primeiramente, gostaríamos muito de agradecer o espaço e a oportunidade! Vamos lá, na verdade o Age Of Artemis existe desde 2006 e o nome era apenas ‘Artemis’. Era outro tipo de som, uma outra proposta e chegamos até a gravar uma demo na época. Éramos realmente muito novos e não tínhamos muita noção de onde queríamos chegar e nem como iríamos fazer isso.

Senna: Após essa experiência, nós decidimos que o próximo passo teria que ser gravar um disco e para isso acontecer teríamos que ter a melhor banda possível, teríamos que escolher os maiores nomes para trabalhar nele. Com toda essa ‘responsabilidade’ nas costas, os integrantes antigos foram saindo, restando apenas eu e o Gabriel ‘T-Bone’ e, a partir daí, conhecemos o Nathan Grego por indicação do nosso amigo Marcelo Barbosa (Khallice / Almah).

Senna: Fizemos a pré-produção inteira com o Edu Falaschi nessa formação e conhecemos o Giovanni Sena pouco antes de gravarmos os baixos. Depois disso, passamos um bom tempo procurando e testando outros vocalistas até que ‘tomamos coragem’ e fomos atrás do Alírio Netto. Ele sempre foi um ídolo pra mim, ia aos shows dele com o Khallice desde os 14 anos de idade e nunca imaginei que um dia dividiria o palco com o cara. Nós conversamos, ele gostou da proposta e resolveu entrar nessa empreitada conosco, estamos com essa formação desde agosto de 2010.

Whiplash.Net: O Power Metal e a cultura grega são parte do Age Of Artemis. Estes são elementos calculadamente escolhidos ao montar o projeto, ou o conceito simplesmente passou a fluir nesta direção?

Senna: Nunca pensamos exatamente em usar esses conceitos, mas sabíamos que eles andavam juntos. O nosso nome veio mais da intenção de como ele soaria para uma banda de heavy metal do que qualquer outra coisa.

Whiplash.Net: Neste sentido, também existe uma ligação entre as letras de “Overcoming Limits”?Senna: Nossas letras falam de coisas mais humanas… Nossos sentimentos, crenças, relações e etc. O que eu acho interessante é que elas podem ser interpretadas das mais diversas formas e cada um pode trazer aquilo pra sua realidade.

Whiplash.Net: Bacana o vídeo de “Take Me Home”. Escolheram uma balada… Como rolou sua concepção?

Senna: Nosso objetivo com o clipe foi tentar atingir um público mais abrangente. Para nós, aquela idéia de que o heavy metal é um estilo restrito não leva a nada. Se a música tem uma característica mais ‘pop’, por que não tentar levá-la ao maior número de pessoas? Acho que se não houvesse tanto preconceito de todas as partes e estilos de música, todos ganhariam muito com isso.

Whiplash.Net: E como é trabalhar com o Edu Falaschi na produção de “Overcoming Limits”, que, aliás, adquiriu ares bem refinados? Até onde foi sua contribuição no disco?

Senna: Trabalhar com o Edu foi uma experiência única. Além de ter um talento e uma sensibilidade fora do comum para a música, ele é uma pessoa fantástica. Era tudo muito fácil e nós tivemos uma boa sintonia desde o primeiro encontro. Apresentávamos as idéias, ele ajudava a organizá-las e no final do dia estávamos com a música praticamente pronta.

Whiplash.Net: O Age Of Artemis está tendo espaços para tocar e divulgar “Overcoming Limits”?

Senna: Dentro da nossa realidade aqui no Brasil, que até bandas do mainstream têm reclamado das rádios e etc, acho que já conseguimos fazer bastante. Antes de o disco ser lançado, tocamos em várias cidades pelo país e em festivais importantíssimos para a cena. Mas a nossa cultura do rock em geral tem muito o que crescer ainda. Usando Brasília como exemplo, não temos casas com a estrutura ideal para um show de rock, temos alguns pubs bons, mas para bandas de médio porte, por exemplo, não funcionam e isso me entristece bastante.

Whiplash.Net: Há uns meses houve certa polêmica envolvendo o chamado Power Metal Melódico, com lamentações sobre a falta de público nas apresentações, desabafos de músicos brasileiros e tudo o mais. Nessa época, achei bastante pertinente a exposição do Fernando Quesada (Shaman), admitindo que o estilo estava se tornando ultrapassado, mas que também havia uma movimentação tentando reverter isso. Em sua opinião, que novas saídas criativas poderiam minimizar o problema?

Senna: Em minha opinião, o rótulo que se dá ao estilo está muito mais ultrapassado do que o estilo propriamente dito. Acho que a melhor saída seria se as pessoas abrissem mais a cabeça e realmente escutassem o que está se passando na música ao invés de olharem o rótulo antes e já escutarem com aquela idéia pré-concebida.

Senna: O estilo, querendo ou não, vai se atualizando ao longo do tempo, isso é inevitável. Até mesmo dentro das bandas mais tradicionais é possível perceber essa modernização, acho que o Angra e o Helloween exemplificam muito bem isso, você ouve os discos e percebe a diferença de um para outro e com as bandas mais novas isso é mais perceptível ainda.Whiplash.Net: O Brasil segue estabilizado em termos econômicos, e muitas bandas independentes estão aparecendo por aí. Mas vender discos não é mais suficiente e não há tanto espaço para tocar. Sendo assim, como é ser um músico que tem que trabalhar em outras funções para sobreviver hoje em dia?

Senna: Infelizmente essa é a realidade de boa parte dos músicos brasileiros, então acho que já estamos ‘habituados’ a encarar as coisas dessa forma. Aqui no Brasil, ‘tiramos leite de pedra’ mesmo e é bonito ver todo mundo trabalhando mais por amor ao que faz do que qualquer outra coisa.

Whiplash.Net: Bem, depois de tudo o que falamos, o que o futuro pode reservar ao Power Metal?

Senna: Não acho que nós estamos aptos a responder essa pergunta de forma tão generalizada pelo fato de existirem muitas bandas dentro do estilo. Nós podemos dizer por nós, sempre estaremos indo onde a música nos levar e sempre faremos as coisas de acordo com o que estamos vivendo no momento. Quando o Giovanni Sena e o Alírio Netto entraram, o disco já estava praticamente pronto. Acredito que no próximo disco estaremos com a nossa identidade um pouco mais afirmada e isso já se percebe nas novas idéias. O que o futuro pode reservar nem nós sabemos direito, mas estamos muito empolgados em seguir em frente e descobrir.

Whiplash.Net: Pessoal, o Whiplash.Net! agradece pela entrevista desejando boa sorte a todos. O espaço é do Age Of Artemis para suas considerações finais…

Senna: Gostaríamos muito de agradecer o apoio e o ‘feedback’ que os fãs e amigos têm nos dado, é realmente gratificante ter um trabalho de tanto tempo sendo reconhecido. Obrigado novamente ao pessoal do Whiplash.Net! pelo espaço e apoio! Convido vocês a visitarem nossos canais oficiais! Um grande abraço a todos, nos vemos nos shows!

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Postado em/Posted on outubro 29th, 2012 @ 18:50 | 1.001 views





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Por Vitor Franceschini
Com apenas 3 anos de existência o Age Of Artemis aproveitou as vantagens dos dias atuais e logo de cara soltou um álbum, “Overcoming Limits” (2011), antes mesmo de se enveredar pelos trabalhos demos, muito comuns antes de uma gravação oficial. Quem pensa que a banda deu um passo maior que a perna se engana, já que o disco soa maduro e não deve nada para nenhuma banda veterana do estilo. Estilo, aliás, que pode não estar em voga na atualidade (Power Metal), mas que a banda tira de letra mostrando equilíbrio e bom gosto em suas composições. Conversamos com a banda, que é formada por Alírio Neto (vocal), Nathan Greco e Gustavo “T-Bone” Soto (guitarras), Giovanni Sena (baixo) e Pedro Senna (bateria), para falar sobre o disco e diversos assuntos que a envolve, confira!
Conte-nos um pouco sobre a história do Age Of Artemis.

Giovanni Sena: A formação inicial não tinha o Grego, Alirio e eu. Os fundadores são o Pedro e o T-Bone que tocavam com outra galera. O Grego se juntou a eles primeiro e então decidiram gravar o “Overcoming Limits”. Começaram a pré-produção e o tempo foi passando. Faltando mais ou menos uns dois meses para a gravação dos baixos, eu entrei e logo após o Alirio. Acredito que a nossa entrada foi uma ótima contribuição para o álbum, pois tivemos liberdade de colocarmos nossa música dentro do som da Age Of Artemis. Falando mais especificamente do meu papel, quando me juntei ao grupo a bateria já estava gravada, mas mesmo assim tive a total liberdade de criar meus arranjos de baixo com o direcionamento do Edu. A mesma coisa aconteceu com o Alirio quando ele foi a São Paulo gravar suas linhas.

Qual o significado por trás do nome Age Of Artemis?

Pedro Senna: O nome acabou sendo Age Of Artemis porque a banda antes de gravar o disco já tinha o nome de Artemis, e pouco tempo depois recebemos uma carta de um agente de uma cantora francesa alegando que não poderíamos usar e nem lançar nada com esse nome. Após alguns dias discutindo nomes e direções que devíamos tomar, liguei pros caras e sugeri esse nome, que não tiraria nossa identidade anterior. Seria uma solução rápida e ainda agregaria uma visão poética interessante que acaba de certa forma, sendo explícita no próprio nome, algo como a NOSSA era, a NOSSA vez de gritar e mostrar pro mundo que chegamos pra ficar!

Vocês não lançaram nenhum tipo de trabalho de demonstração antes de “Overcoming Limits”, por quê?

Giovanni Sena: Na verdade antes do álbum propriamente dito nós lançamos um “single” no nosso canal do “youtube” – artemisbrazil (http://www.youtube.com/watch?v=X64o_TThWp0). Foi escolhida uma das músicas do álbum que acabou sendo a Truth In Your Eyes e divulgamos na internet pra termos uma receptividade da galera. Ao mesmo tempo fizemos uma versão física do “single” e nela acrescentamos a música Mystery para enviarmos para os meios de comunicação voltados ao metal.
Pedro Senna: Antes mesmo desse “single” que o Giovanni mencionou a banda tinha outros integrantes. Era outro tipo de som, outra abordagem. Nessa época nós lançamos uma espécie de “demo”. Nessa época estávamos amadurecendo como banda, daí o trabalho que foi feito nessa época foi desconsiderado. O Age Of Artemis de hoje originou-se dessa Artemis que mencionei. Após quase que completa reformulação de integrantes, resolvemos fazer um disco pra chegar com um material e entrar no mercado com força total.

O álbum foi produzido por Edu Falaschi (vocal Angra e Almah). Como foi trabalhar com Edu e como chegaram até ele?

Giovanni Sena: Trabalhar com o Edu foi muito prazeroso e foi um momento de muita aprendizagem. O Edu é um cara muito talentoso e tem uma bagagem enorme com o Angra e Almah. Uma das mensagens que foi passada e que pegamos bem com ele foi ser objetivo. Essa lição a gente tirou também do Brendan Duffey e Adriano Daga lá do Norcal Estudios. Tanto o Edu quanto o Age Of Artemis têm a mesma assessória de impressa, daí foi fácil conseguir unir as forças.

Além da boa produção sonora, a capa de “Overcoming Limits” ficou muito interessante. Fale-nos sobre a produção dela.

Pedro Senna: A capa do disco foi assinada pelo renomado Gustavo Sazes e o título do disco está completamente ligado ao conceito da capa, que é bem interessante: a estátua gigante da deusa Artemis saindo das águas enevoadas e tocando os céus representando a total superação da criatividade humana. Está tudo ligado.

Como foi o processo de composição do álbum?

Nathan Grego: Antes de começar a produção com o Edu Falaschi (Angra, Almah) já tínhamos algumas ideias iniciais de algumas músicas. Então, quando iniciamos a pré-produção nós começamos a lapidar e definir a função de cada música dentro do contexto do álbum. Como todos nós moramos em Brasília, o Edu tinha que vir de São Paulo. Cada canção foi trabalhada individualmente. O Edu ajudou bastante a definir bem o caminho da banda. Mesmo depois da pré-produção concluída as músicas continuaram a sofrer modificações constantes. Finalmente em 2011 terminamos a gravação do disco e no final de 2011 lançamos o álbum.

Destacaria composições como Truth In Your Eyes e God, Kings And Fools como as principais composições de “Overcomig Limits”. Quais composições têm sido as preferidas do público e da crítica?

Alirio Netto: Acho que Truth In Your Eyes, One Last Cry e Take Me Home estão dentre as preferidas nos shows. Sempre temos uma resposta muito positiva em relação a essas musicas.

E vocês concordam com essa preferência, citariam algumas outras composições diferentes das citadas?

Alirio Netto: Acho que sim. As músicas citadas são músicas com melodias marcantes e creio que as pessoas se identificam bastante por conta disso.

Giovanni Sena: Outra música que tem uma boa receptividade por conta do público é You´ll See. Essa tem uma energia bem bacana.

Fale-nos sobre a temática das letras e o que pretendem passar com elas?

Alirio Netto: As letras falam muito do ser humano em geral. Nossas escolhas, erros e vontades. Gosto muito de escrever sobre assuntos como religião por exemplo. Mas não defendendo uma ou outra e sim chamando a atenção para fatos como a intolerância dos “religiosos”. É só você lembrar que as maiores guerras da humanidade aconteceram para defender crenças em deuses. O engraçado é que as pessoas não percebem que o que move o mundo são as perguntas e não as respostas dadas para trazer uma falsa sensação de conforto.

Vocês investem no Power Metal, ou seja, um estilo estagnado atualmente e quase impossível de ser reinventado. Mesmo assim fizeram um bom trabalho. Conte-nos as maiores dificuldades em se praticar este estilo atualmente?

Giovanni Sena: Bem, não acredito em rótulos dado ao rock. Tudo o que importa é a música, na sua pura e completa essência. Tudo que vem depois é o gosto pessoal. Imagina só, Johann Sebastian Bach, compositor nascido ainda no século XVII, hoje em dia é estudado e tocado. Bandas que tanto admiramos da década de 70 e hoje em dia existem tantas outras ótimas bandas que tem essa mesma “vibe”. O que quero dizer é que o que mais importa é aprendermos a ouvir a música e não ficar tentando defini-la. O álbum “Overcoming Limits” saiu desta forma porque na época era o que queríamos fazer. Talvez o próximo álbum seja totalmente diferente, pois seremos pessoas diferentes. A música caminha de acordo com as fases da vida. Posso afirmar que a maior dificuldade que encontramos é fazer música em um país onde não te dá maiores oportunidades, ou encontrar obstáculos que são postos pela as mesmas pessoas que gostam do gênero e ficam subdividindo o rock em termos menores diminuindo o publico cada vez mais. Ouça música, se essa música te agradar seja feliz!

Ainda falando sobre o gênero, muitos vocalistas do estilo se perdem em exageros no Power Metal. Vocês fazem o contrário e mantém um bom equilíbrio durante todo o disco. Fale-nos um pouco sobre isso.

Alirio Netto: Busquei fugir um pouco deste conceito de vocalista de Metal ter que gritar para justificar o estilo. Ouço muitas coisas de estilos diferentes o que me faz pensar mais no “feeling” do que no virtuosismo. Prefiro uma “blue note” bem dada a um grito qualquer.

Como está a agenda da banda e como tem sido as apresentações?

Alirio Netto: A gente deu uma girada boa. Tocamos no Nordeste, Sul e Centro- Oeste. Tivemos uma resposta maravilhosa em todos esses lugares. No momento estamos negociando alguns shows no Japão para julho desse ano.

Quais os planos da banda? Vocês podem nos adiantar algo sobre o segundo trabalho?

Giovanni Sena: Tem uma música do Mr. Big que resume bem os nossos planos. Going Where The Wind Blows (N.E.: do álbum “Hey Man” de 1996). Nós estaremos onde o vento nos levar. Pretendemos tocar em todos os lugares possíveis e imagináveis para divulgar bastante esse disco. Quanto ao próximo disco, podemos adiantar que já temos o esboço de algumas músicas e bem… como falei anteriormente, hoje já somos pessoas diferentes, amanhã nem se fala.

Muito obrigado, deixem uma mensagem.

AGE OF ARTEMIS: Gostaríamos de agradecer imensamente a oportunidade de colocar nossas ideias aqui nesse espaço tão legal e agradecer aos amigos que estão nos apoiando pra caramba. Toda a galera do “facebook”, “youtube”, “myspace” e toda a galera que votou na enquete da “whiplash”. Apesar de sermos uma banda nova, por conta da votação, e do trabalho que estamos fazendo, alcançamos um espaço que ficou bem próximo das bandas brasileiras que já são consagradas. Agradecer também toda a galera que comprou e continua comprando o disco original da banda. A primeira prensagem está próxima de se esgotar e isso nos deixa feliz e com gás para continuarmos de forma séria nosso trabalho.

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Fonte: Blog Arte Metal


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Postado em/Posted on outubro 29th, 2012 @ 18:46 | 2.195 views





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A entrevista de hoje é com a banda Age of Artemis, que, apesar de recente, apresenta um imenso potencial de tornar-se  uma das grandes bandas de Power Metal nacional, inclusive no exterior. A conversa foi com o Vocalista Alirio Netto, que fala sobre o primeiro disco, que teve produção do Edu Falaschi, e demais aspectos musicais em nosso país. Completam o Age of Artemis Nathan Grego (Guitarra), Gabriel Soto (Guitarra), Giovanni Sena (Baixo) e Pedro Senna (Bateria). 

Vicente: A Banda é relativamente recente, tendo sido formada em 2009. Como vêem a trajetória do Age of Artemis até este momento?

Acredito que pelo pouco tempo de estrada o Artemis tem conseguido um reconhecimento de público e critica excelentes, o que para um primeiro trabalho é algo realmente diferenciado se olharmos a situação atual do mercado.

Vicente: Vocês lançaram ano passado “Overcoming Limits”. Como foi a gravação e a repercussão na mídia especializada?

O cd foi gravado no Norcal Estudios em Såo Paulo com produção do Edu Falaschi (ex Angra e vocalista do Almah).

Por conta da produção do Edu a banda chamou muita atenção da mídia especializada, pois nem toda banda tem essa condição de trabalho logo no primeiro CD, isso também aumentou muita a responsabilidade do Ártemis, que não se intimidou e colocou toda sua energia nesse projeto.

Vicente: E o mais importante, a reação dos fãs ao material?

Tivemos a oportunidade de tocar de Norte a Sul do país sempre com uma resposta incrível do público, que, mesmo sem conhecer as músicas, participou de forma surpreendente de todos os shows que fizemos até agora.

Vicente: O disco foi produzido pelo Edu Falaschi. Como foi trabalhar com ele?

O Edu é meu amigo há muitos anos, isso facilitou todo o processo de gravação, não estive envolvido na pré-produçåo, pois me juntei à banda pouco antes de entrarmos no estúdio por indicação dele. Independente disso, posso afirmar que todos nós somos muito gratos a ele por ter emprestado seu talento e dedicação nesse projeto.

Vicente: A capa do disco ficou muito legal. De quem foi a ideia e quem fez a arte?

A arte foi do Gustavo Sazes, que já tem um reconhecimento muito grande no mercado, ele desenvolveu a capa em cima do nome do CD “ Overcoming Limits” que tem tudo a ver com as dificuldades que a banda enfrentou desde o principio, pois houveram muitas trocas de integrantes, atrasos que sempre acontecem na gravação de um CD, etc…

Vicente: Vocês lançaram também um videoclipe para a música “Take me Home”, que é uma balada muito bonita. Como foi a gravação?

Nesse videoclipe tivemos a sorte de trabalhar com o Tércio Garofalo, que e um diretor brasileiro radicado nos Estados Unidos, quando mostrei a musica pro cara ele pirou, me perguntou sobre a história da letra e no outro dia já tínhamos 3 ideias diferentes de roteiro para o clipe.

Todas as locações são em Brasília, gravamos uma cena numa das avenidas mais movimentadas da cidade em um Domingo às 6 da manhã. Outra cena foi gravada em um cemitério, outra em um estacionamento e até um carro capotado entrou na parada. O Tércio teve a sensibilidade de sintetizar a história da música de uma forma muito clara, mas com um espaço para que as pessoas pudessem se identificar com a história.

Vicente: Já tem um novo disco sendo planejado?

Já temos algumas ideias muito boas para o próximo CD, mas tudo muito no início ainda. Acredito que em 2013 teremos um álbum novo saindo do forno.

Vicente: Como avalia o cenário para as bandas nacionais nesse momento? Há mais espaço para divulgação e realização de shows, ou não houve nenhuma mudança substancial nesse sentido?

No Heavy Metal ainda é tudo muito complicado, tirando alguns festivais e produtores realmente profissionais, a grande maioria dos eventos são muito mal organizados, sem estrutura para as bandas e para o público.

Precisamos urgentemente de uma mudança de mentalidade nesse setor, para que ambos, banda e público, tenham condições de trabalhar e se divertir dignamente.

Vicente: Quais são as músicas que o pessoal normalmente pede para que toquem nos shows?

“Truth in your Eyes” , “Take me Home” e “One Last Cry” são sempre muito bem recebidas e pedidas nos shows.

Vicente: Quais são as suas principais influências?

Freddie Mercury, Steve Perry, Gleen Hughes, Dio, Edu Falaschi, Sammy Hagar, Sebastian Bach, Stevie Wonder, gosto muito de musicais da Broadway também.

Vicente: Em poucas palavras, o que acham das seguintes bandas:

Almah: O Almah lançou o melhor CD dos últimos tempos no país que foi o “Motion”, fora que o Edu é um dos meus cantores preferidos.

Dark Avenger: Essa banda merecia um reconhecimento maior, pois tem um dos maiores cantores do país.

Helloween: Clássico, é impossível não gostar.

Gamma Ray: Prefiro o Helloween.

Dream Theater: Uma de minhas bandas preferidas.

Vicente: Uma mensagem para os fãs e amigos que curtem o trabalho do Age of Artemis e para aqueles que gostariam de conhecer melhor seu som e apostam no Metal Nacional.

Gostaria de dizer a todos que foram aos shows, compraram o CD, e divulgam a banda pela internet ou mesmo pelo boca a boca que sem vocês nada disso teria sentido.

Muito obrigado!

Alirio Netto.

Link Clipe “Take Me Home”: http://www.youtube.com/watch?v=X64o_TThWp0


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Postado em/Posted on outubro 29th, 2012 @ 10:28 | 977 views



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